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Mostrando postagens de março, 2020

Um pouco do começo

Eu perdi o sossego, eu senti um tumulto tão insidioso quando o amor que eu sentia por uma mulher foi testado a té se quebrar. Ela chegou a me pedir em casamento. Eu gostava de estar com ela, conversávamos sobre tudo. Mas diferenças financeiras, acentuaram de tal forma meu complexo de inferioridade, e eu descarrilhei. Eu acho que nunca tive vocação pra macho alfa. Eu desde cedo associei a competição com a ganancia. Eu nem tinha 18 anos e já estava determinado a viver fora do sistema, como um artista. Como fui romântico e sonhador. Eu até hoje não consegui determinar se eu era corajoso ou covarde. Ou se eu era diferente mesmo, como me achava, ou se simplesmente escolhi um caminho artístico pra  não enfrentar a vida como todo mundo, trabalhando pra ganhar dinheiro e vencer na vida. Eu nunca quis brincar disso. Quis ser diferente de todo mundo. E era do contra. Se todos ouviam rock eu ouvia música clássica. Eu nunca quis dirigir um carro. Nunca me interessei por dinheiro. Eu já começ...

Perdoando os próprios pecados

Descobrir o idiota, identifica-lo com a própria vida é um grande salto, eu já disse isso. Mas essa dificuldade que muitos nem enfrentam, não é a única e o movimento de se corrigir não termina ai. É preciso mais. Ver e constatar nossos pecados é como flagrar um diabo que cultivamos. Sondar a própria sombra é algo nada encorajador. É uma auto-humilhação. A próxima dificuldade está em depois de assistir a própria idiotice, lançar um olhar de afeição, e ter um pouco de amor próprio. É tudo tão difícil como desatar um grande nó. Requer paciência. Requer tomar decisões difíceis ao invés das fáceis. Compreender uma situação é mais difícil do que colocar nela uma epígrafe e deixar pra lá. . Algum desconto deve sempre ser dado, senão não há modos de conciliar. Alguma má orientação, alguma palavra indevida que cortou o coração, jogada em nossa cara quando ainda eramos frágeis e inocentes, também nos sabotou. Não há uma pessoa nesse mundo que não sofreu arranhões e não foi pisado nalgum momento...

Confessando meus pecados

Pecados...Erros que cometemos, quase sempre achando que estamos certos. Os idiotas sempre tem razão, e sempre tem a justificativa pronta, instantânea, para mante-los adormecidos, vivendo o sonho de serem sempre justos. É uma crença arreigada na mente, cuja fonte é o ego. Compreender isso, que somos cegos porque cremos em mentiras que nos inculcamos é algo como um salto. Não se faz isso sem alguma provocação, seja exterior ou nossa mesmo. A maioria das pessoas nunca acorda. E ficar idosa não significa ficar mais sábia, ou mesmo ter aprendido mais com os anos,  porque se acreditou que já se sabia e parou de crescer...O que sabe, não sabe. Sofrer aos poucos, de maneira suportável, cria proteções, armaduras, mascaras e assim se vai adaptando. Isso tem continuado desde a infância.  Porém, isso acaba por fechar a pessoa e torna-la um tanto insensível. Mas quando a dor é notável, quando a lança espeta e o ferimento grita, ai pode existir uma janela de possibilidade. Comigo foi ass...

Deus falou comigo

Eu não sei se Deus existe, mas acho algo falou comigo. Falou dentro do meu coração, como se esse algo ali morasse e me conhecesse melhor que eu mesmo. Mesmo eu o tento renegado tantas vezes essa coisa, e a desacreditado, a coisa creu em mim. Parece que a gente antes de se abrir pra algo que soa como nossa verdade interior, temos que perseverar na mentira até esgotá-la. Um tipo de mentira que honestamente abraçamos sem perceber que o falso se faz de verdadeiro, e vivemos o engano desapercebidos. Eu digo isso na primeira pessoa do plural pois vejo isso a minha volta. Gente equivocada, auto-iludida, como eu me vi também. Fracassado em muitas coisas, eu estava rendido. Repleto da mais hostil auto desconfiança. Foi quando essa voz no meu interior me disse de maneira impactante: és um idiota! Esse fui um divisor na minha jornada. Eu poderia me entristecer, me revoltar, negar, tombar mais ainda, mas foi ai que uma luz se acendeu na minha mente: é verdade! Sou e tenho sido muito idiota! Se...

Começando pelo meio

Eu começo minha história já no meio dela. Não que a primeira parte não seja significativa para mim. Mas essa segunda parte que começou a uns anos, é mais interessante para os leitores, pelo menos eu assim penso. E ela nasce de uma ruptura. Eu precisei ser destruído pra me reconectar com a vida. Minha derrocada foi o meu renascimento. Eu precisei me perder pra me achar. Fincamos o coração  às vezes em areia movediça. e nos afogamos. É uma pequena morte que vem a calhar. Porque quando perdemos coisas muito preciosas e ficamos de mãos vazias, ou nos desesperamos ou simplesmente recomeçamos. Minhas idéias sobre como devia ser a vida eram um tanto egocêntricas e colapsarem foi terrível e bom, porque me fez voltar ao zero, e tentar tudo de novo. Eu precisei fazer uma revisão.