Um pouco do começo
Eu perdi o sossego, eu senti um tumulto tão insidioso quando o amor que eu sentia por uma mulher foi testado a té se quebrar. Ela chegou a me pedir em casamento. Eu gostava de estar com ela, conversávamos sobre tudo.
Mas diferenças financeiras, acentuaram de tal forma meu complexo de inferioridade, e eu descarrilhei.
Eu acho que nunca tive vocação pra macho alfa. Eu desde cedo associei a competição com a ganancia. Eu nem tinha 18 anos e já estava determinado a viver fora do sistema, como um artista. Como fui romântico e sonhador. Eu até hoje não consegui determinar se eu era corajoso ou covarde. Ou se eu era diferente mesmo, como me achava, ou se simplesmente escolhi um caminho artístico pra não enfrentar a vida como todo mundo, trabalhando pra ganhar dinheiro e vencer na vida. Eu nunca quis brincar disso. Quis ser diferente de todo mundo. E era do contra. Se todos ouviam rock eu ouvia música clássica. Eu nunca quis dirigir um carro. Nunca me interessei por dinheiro. Eu já começo minha história no meio dela, mas tenho que fazer essas considerações pra explicar como a coisa aconteceu.
E desatentamente, sabotando meus planos, como todo mundo faz, eu acabei me corrompendo e dando uma importância gigantesca ao romance. Que arrebatado apaixonado eu fui. Muito cedo me casei e me separei meses depois, não antes de deixar minha semente em uma mulher. Eu tinha me casado pra sair da casa dos meus país, hoje vejo assim.
Não me casei mais, formalmente, mas tive um longo relacionamento com uma artista e tivemos quatro filhos. Mas antes disso, logo ao me separar a primeira vez, num Natal, sem um tostão no bolso, fiz pra minha primeira filha um brinquedo, um marionete.
O incrível dessa história que esse marionete gerou outro e outro e foram muitos milhares. Porque eu passei todo esse período da minha vida, cerca de 18 anos, fazendo brinquedos educativos, além dos marionetes, caixas surpresa, jogo da memória. Foi um ótimo período da minha vida, pois os brinquedos me ensinaram a ser um bom pai. Eu me esforcei muito pra sustentar meus filhos, enchendo a mochila de marionetes e viajando para vende-los. Eu me desenvolvi bem nessa área ao ponto de ser convidado pra fazer uma exposição individual das marionetes num museu, pois eu cheguei a fazer 60 personagens diferentes. Mas ao receber uma grande encomenda, 2.000 Pinóquios, eu acabei me saturando daquilo. Certa noite acordei abalado por um terrível pesadelo em que Pinóquio me perseguia com um facão em punho, com a intenção de me esquartejar.
Eu voltei ao plano inicial, de ser artista plástico, coisa que tivera de adiar por conta da sobrevivência.
Mas diferenças financeiras, acentuaram de tal forma meu complexo de inferioridade, e eu descarrilhei.
Eu acho que nunca tive vocação pra macho alfa. Eu desde cedo associei a competição com a ganancia. Eu nem tinha 18 anos e já estava determinado a viver fora do sistema, como um artista. Como fui romântico e sonhador. Eu até hoje não consegui determinar se eu era corajoso ou covarde. Ou se eu era diferente mesmo, como me achava, ou se simplesmente escolhi um caminho artístico pra não enfrentar a vida como todo mundo, trabalhando pra ganhar dinheiro e vencer na vida. Eu nunca quis brincar disso. Quis ser diferente de todo mundo. E era do contra. Se todos ouviam rock eu ouvia música clássica. Eu nunca quis dirigir um carro. Nunca me interessei por dinheiro. Eu já começo minha história no meio dela, mas tenho que fazer essas considerações pra explicar como a coisa aconteceu.
E desatentamente, sabotando meus planos, como todo mundo faz, eu acabei me corrompendo e dando uma importância gigantesca ao romance. Que arrebatado apaixonado eu fui. Muito cedo me casei e me separei meses depois, não antes de deixar minha semente em uma mulher. Eu tinha me casado pra sair da casa dos meus país, hoje vejo assim.
Não me casei mais, formalmente, mas tive um longo relacionamento com uma artista e tivemos quatro filhos. Mas antes disso, logo ao me separar a primeira vez, num Natal, sem um tostão no bolso, fiz pra minha primeira filha um brinquedo, um marionete.
O incrível dessa história que esse marionete gerou outro e outro e foram muitos milhares. Porque eu passei todo esse período da minha vida, cerca de 18 anos, fazendo brinquedos educativos, além dos marionetes, caixas surpresa, jogo da memória. Foi um ótimo período da minha vida, pois os brinquedos me ensinaram a ser um bom pai. Eu me esforcei muito pra sustentar meus filhos, enchendo a mochila de marionetes e viajando para vende-los. Eu me desenvolvi bem nessa área ao ponto de ser convidado pra fazer uma exposição individual das marionetes num museu, pois eu cheguei a fazer 60 personagens diferentes. Mas ao receber uma grande encomenda, 2.000 Pinóquios, eu acabei me saturando daquilo. Certa noite acordei abalado por um terrível pesadelo em que Pinóquio me perseguia com um facão em punho, com a intenção de me esquartejar.
Eu voltei ao plano inicial, de ser artista plástico, coisa que tivera de adiar por conta da sobrevivência.
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